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Causas / E. F. 118

E. F. 118

E. F. 118 é o nome técnico da nova ferrovia que vai ligar o Rio a Vitória. Integrante do PIL 2015, esta ferrovia visa alavancar o transporte de carga entre os Estados envolvidos, integrando os portos, desdes dois Estados, e se conectando aos portos de São Paulo, e interligando o Brasil por cargas.

Infelizmente ela terá que ser reconstruída, uma vez que a antiga Rio Vitória foi abandonada por sua arrendatária (FCA) em 2006, a nova ferrovia tem um custo de 7 bilhões, que poderia ser economizado se a antiga estivesse funcionando.

A FCA mudou o nome e se recusa a pagar uma multa camarada de 1 bilhão por este abandono, e também abandonou outros trechos ferroviários pelo Brasil, com as bençãos da ANTT, e do DNIT.

A privatização das ferrovias no Brasil gerou o fim do transportes de passageiros, foi o seu maior erro, hoje as pessoas viajam entre cidades sem a mobilidade que o Estatuto das Cidades exige, sem o conforto cobrado nos Estatutos do Idoso, e da Pessoa Deficiente, por total falta de opção, poluindo o ar, e muitas vezes, presas por horas, em um transito caótico nas estradas, e correndo um risco maior de vida, no transito louco do feriado.

O transporte de trens de passageiros nas regiões metropolitanas foi preservado, no entanto para atender aos interesses logísticos na baixada fluminense alguns ramais perderão o objetivo de transportar passageiros para transportar carga.

Isto é inconstitucional, mas estão tentando criar todas as condições para convencer a população que este é o melhor caminho para o progresso. É a descentralização do emprego, que o trabalhador da baixada trabalhe na baixada, deixando de ir ao Rio. Afinal a automação é uma realidade, e muitas vagas que hoje são fechadas, não serão ocupadas por pessoas, por isso a campanha pelo empreendedorismo, dentre outras soluções apresentadas. Então, quem quiser trabalhar no Rio, que se esprema no BRT, pagando caro, no que vai ser o único meio de transporte para se ir da baixada para a Capital.

A Ferrovia de carga vai integrar os Portos de Açu, no Rio ( funcionando), e Central ( a ser construído) no Espirito Santo, que trazem um conceito de porto com indústrias ao seu redor, integrando também os portos de Jaconé que vai ser construído, e os que hoje funcionam, Rio de Janeiro, Itaguaí, Sudeste, Guaiba, Angra dos Reis. Está em fase de acabamento um porto seco em Queimados, que fica as margens da ferrovia, como local de estocagem de toda a produção industrial a ser transportada.

Para completar o desde 2004 os governos do Estado do Rio iniciaram uma política de isenção fiscal, em 2010 a Lei Cabral ampliou estas isenções, de tal forma, que hoje o Rio tem 70% de seu PIB isento de impostos, e na verdade poucas indústrias vieram de outro Estado, e as que se instalaram nos distritos da CODIN, apenas mudaram seu endereço no Rio, já que as grandes industrias beneficiadas, nem precisaram mudar de endereço.

Este fato trouxe a falência para o Rio, a falta de serviços públicos, e mostrou o erro deste plano, carga sem a presença do ser humano não gira. Uma indústria, mesmo com todas as isenções, e facilidades para transportar suas cargas, precisa vender 50% de sua produção no Estado onde está localizada sua fábrica, para tudo valer a pena a mudança de sua localização.

De nada vai adiantar financiamento do Banco Mundial, para o saneamento, ser usado para a construção de mais 10 auto estradas para caminhões na baixada, com a valorização de galpões logísticos, de políticos, se a população do Rio não tiver condições financeiras para adquirir os produtos industrializados. 80% da população da baixada trabalha no setor de serviços no Rio de Janeiro, e não tem experiência para disputar as poucas vagas na indústria automatizada, e se não puder trabalhar dentro de suas habilidades, isto pode gerar um caos ainda maior em todo o Estado, aumentando o desemprego, e no futuro, até um possível abandono industrial.

Hoje eles admitem o uso compartilhado da carga com o passageiro, não sei se é sincero, já que antes, nem queriam ouvir, lutei muito sozinho contra isso.

Os ramais que devem acabar são Guapimirim, já que a E. F. 118 entra em Magé pelo seu leito, indo até São Bento, onde passa pela antiga ligação ferroviária até Ambaí em Nova Iguaçu, encontrando a linha que vai, de um lado para o Porto do Rio, e do outro lado para Japeri.

Esta era a minha luta um traçado alternativo entre Magé e São Bento, só que hoje sei que os ramais de Saracuruna, e Belford Roxo, podem acabar para que a carga chegue ao Porto do Rio. Hoje ela chega, tendo uma parte compartilhada ( carga e passageiros) no ramal de Belford Roxo, vindo de Ambaí, e no ramal de passageiros, um pouco antes da estação de Triagem, segue para o Porto do Rio.

A meta é dragar o Porto do Rio para receber navios de maior calado, e usar também o ramal de Saracuruna, para as cargas estarem sempre no Porto do Rio, baixando todos os custos portuários, e usando também a histórica estação de Barão de Mauá, como um galpão logístico.

Não sou contra o progresso, mas discordo quando o dito progresso, e as obras que levam ao futuro, na realidade só ajudam poucas pessoas, e impõem a maioria da população um sacrifício maior, em sua mobilidade, desrespeitando seu Direito universal, de ir e vir, podendo até gerar desemprego em massa, mantendo o Estado no caos financeiro e econômico.

Para integrar todos os distritos industriais fica ainda um lado esquecido, estamos lutando pela volta do trem barrinha, e ele deve ir até Engenheiro Passos, sobra o antigo ramal de Itaguaí, que hoje está inviável de recuperar por causa de uma grande comunidade que hoje ocupa seu antigo leito no bairro de Santa Cruz, mas o trem de carga chega aos portos de Itaguaí, Sudeste, e Guaíba, passando pelo distrito industrial de Santa Cruz, vindo de Japeri. Então sugerimos que um pouco acima da estação de Japeri, se faça uma curva ligando o trecho que vai até Barra do Piraí, com o trecho que vem para Itaguaí, neste caso construído este pequeno trecho, basta eletrificar a linha até Ibicuí, e boa parte do Estado estará coberta por trem de passageiros.

Para complicar, o governo edita a MP 752, que com um texto horrível, em vez de aumentar seu ganho na renovação das atuais concessionárias, joga no lixo todo acervo da RFFSA. E ainda passam por cima de nossa história, que vem se perdendo no tempo pelo descaso de nossas autoridades. Porto Estrela, nosso maior porto do século 19, Porto Calundu, de onde saiu toda a pólvora usada na guerra com o Paraguai, o sambaqui do São Bento, comprado e doado, com uma vaguinha da comunidade, serão alagados. Solicito a todos que assinem o manifesto abaixo.

Manifesto.

Nós abaixo assinados, viemos por meio desta, pedir garantias para que os ramais Guapimirim, Saracuruna, Belfort Roxo, que hoje transportam passageiros, continuem tendo como prioridade o transporte de passageiros, e com possibilidades de ampliação.

O compartilhamento com carga, só poderá ser feito quando, o trecho entre Saracuruna e Gramacho estiver duplicado, e os ramais de Guapimirim, e Vila Inhomirim, eletrificados, com bitola larga, e com a reativação das paradas, hoje abandonas no ramal de Guapimirim, e a criação da parada do Parque Humaitá no ramal de Vila Inhomirim.

Pedimos também a volta do ramal entre Saracuruna até Itaboraí, indo de Saracuruna até o Trevo da Reta, por parte da antiga Rio Vitória, que seja reconstruída, também eletrificada, e com bitola larga.

Depois quando o trecho entre São Bento e Ambaí estiver pronto, que esta linha seja eletrificada, com bitola larga indo até Japeri. Será a Japeri Trevo da Reta, que vai integrar os polos geradores de empregos, permitindo que o trabalhador circule pelas cidades envolvidas, com baixo custo, e sem a necessidade de mudança de endereço, conforme determina o Estatuto das Cidades, e depois tem de ir até Campos pelo antigo leito da Rio Vitória. O fim do trem de passageiros, não garante a acessibilidade exigida no referido Estatuto, e vai impedir dos municípios envolvidos recebam mais verbas para a mobilidade urbana, e sua infra estrutura.

Sem esquecer da volta do trem barrinha indo até Engenheiro Passos, e do trecho entre Japeri e Ibicuí, tudo eletrificado.

Antes que qualquer carga passe, que estes ramais funcionem plenamente, conforme nossa solicitação.

E sempre a prioridade de passagem será do trem de passageiros.

Nestes termos pedimos providências.

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